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O Valor da Responsabilidade Social

Como as empresas e as organizações sociais se beneficiaram da proximidade de duas realidades tão diferentes.

O processo que envolve a criação e o desenvolvimento das organizações sem fins lucrativos passou e continua passando por várias etapas e uma constante evolução. Desde que deixaram de ser fundamentalmente orientadas por princípios da caridade cristã e da filantropia, no início do século passado, as instituições de assistência à população mudaram suas formas de organização e administração. Inicialmente vinculadas ao Estado, tanto administrativa quanto economicamente, elas buscavam soluções para os crescentes problemas de pobreza e exclusão social. Na década de 70, se desvinculando das ações do Governo, surgem as "organizações não-governamentais", marcando uma postura que foi primordial na conformação do terceiro setor e responsável pela disseminação da noção de cidadania e pelo seu amplo desenvolvimento.

Um novo modelo de organização e gerenciamento de recursos estava se criando: uma fase em que o maior vínculo das ONGs era com as agências e instituições financiadoras internacionais. Somente a partir dos anos 90 o terceiro setor começou a se constituir com características e lógica próprias.

A expansão vivida pelo setor, a partir da década passada, foi um reflexo de alguns fatores que se consolidavam no período. Uma das principais causas deste processo foi o engajamento do setor privado nas questões sociais - empresas brasileiras e multinacionais deram início a uma efetiva atuação nesta área. Assim que adquiriram experiência, contato com a realidade social do país e com os projetos sociais, as empresas constituíram suas próprias fundações, embora estivessem atreladas às organizações da sociedade civil desde o princípio e mantivessem muitas dessas parcerias.

Outro fator de grande influência para o crescimento do setor foi a concepção e aplicação do conceito de sustentabilidade. A busca pelo fim do processo de dependência de uma única fonte de recursos implicou na diversificação dos financiamentos, na necessidade de elaborar projetos de geração de receita, na profissionalização de recursos humanos e voluntariado, na atração de membros sócios das organizações, no estabelecimento de estratégias de comunicação, na avaliação de resultados e desenvolvimento de uma estrutura gerencial altamente eficiente.

Os rumos mais recentes do terceiro setor mostram os resultados gerados com a proximidade do setor privado, grande impulsionador da profissionalização das organizações sem fins lucrativos. Embora o funcionamento de organizações deste setor seja muito semelhante ao de empresas privadas, os objetivos e as alianças propostas são bem distintos. A complexidade da administração das organizações da sociedade civil (OSCs) se deve ao fato do empreendedor social precisar estruturar-se para, além de subsistir a cada dia, buscar sua sustentabilidade a médio e longo prazo gerando impacto social. A adaptação da linguagem e dos conceitos de qualquer ferramenta de gestão empresarial que for utilizada para a área social se torna imprescindível. A preocupação e a busca pela excelência administrativa podem ser justificadas pelos números que envolvem o terceiro setor; com aproximadamente 250 mil organizações e, atualmente, movimentando cifras que correspondem a 1,5 % do PIB brasileiro, a expectativa é que este índice atinja, futuramente, 5% e equipare-se à média de outros países.

A realidade vivida, hoje, pelo setor privado está tão atrelada ao conceito de Responsabilidade Social e a sua importância tão disseminada dentro das empresas que a busca pela excelência na gestão passa obrigatoriamente pelo comprometimento social. O Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ, maior e mais conceituada premiação da gestão e competitividade no País, já antevendo a preocupação com este enfoque, contemplou, desde o princípio em 1992, este valor aos seus Fundamentos. De acordo com os méritos agregados e avaliados pela Fundação, a responsabilidade social supera o cumprimento das obrigações legais decorrentes das próprias atividades e produtos da empresa, ela é o exercício da consciência moral e cívica, resultado da compreensão do seu papel no desenvolvimento da sociedade. A responsabilidade social é a aplicação do conceito de cidadania pelas empresas que reconhecem as comunidades – internas e externas - e as suas necessidades específicas.

As organizações – privadas, públicas ou sem fins lucrativos - são consideradas excelentes quando, além de terem processos de gestão exemplares e disseminados que levam a resultados sustentáveis para toda organização, identificam, compreendem, monitoram e se antecipam às necessidades dos seus públicos, mercados e comunidades, promovendo, assim uma interação com a sociedade.

A formulação de um Código de Ética defendido interna e externamente é um dos primeiros passos para quem defende a Responsabilidade Social, sendo ainda considerados outros fatores que se enquadram nesse aspecto, destacando-se: a criação de sistemas de Gestão Ambiental, a adoção de políticas de diversidade para recrutamento, seleção e contratação de funcionários, o apoio a iniciativas de educação, assistência comunitária, promoção da cultura, esporte e lazer, o estímulo ao engajamento de funcionários em atividades sociais e a elaboração e publicação do Balanço Social.

A grande maioria dos mais de 60 Prêmios Nacionais da Qualidade existentes no mundo tem como Fundamento ou Princípio ou Valor a "Responsabilidade Social". Contudo existe uma maior diferença na forma como os Critérios de Avaliação estão estruturados, ou seja, existem prêmios em que o enfoque avaliatório é um item e em outros é um critério. No Brasil, os Critérios de Excelência do PNQ são atualizados todos os anos, com a preocupação de representar o Estado da Arte para gestão do desempenho e para a competitividade, no que diz respeito à gestão empresarial. Dentre as modificações para 2003, os Critérios passarão por uma mudança na sua estrutura: a "Responsabilidade Social" deixa de ser um item e se torna o 8º Critério. Uma alteração que sinaliza claramente uma evolução da nossa própria cultura e dos valores sobre os quais a sociedade se sustenta.

(*) ANTONIO TADEU PAGLIUSO é Gerente Técnico da Fundação Para o Prêmio Nacional da Qualidade

 

O tempo está esgotando para a qualidade?

Quando a pressa é mais importante que a otimização dos custos, são necessários métodos da qualidade que quebrem o molde do TQM

Os princípios que dão suporte à profissão da qualidade de hoje são, em sua maioria, baseados em insights tidos cerca de 50 anos atrás por alguns gurus, como W. Edwards Deming. Esses indivíduos reconheceram e demonstraram os benefícios que podem ser obtidos pela aplicação de métodos científicos aos sistemas de negócios orientados para a produção. A metodologia que estabeleceram consegue alcançar metas de sucesso sustentável nos negócios, tais como lucratividade e participação no mercado, através de uma análise cuidadosa e da otimização dos custos de produção. Esta metodologia é amplamente conhecida por Gestão da Qualidade Total (TQM).

Quando tiradas suas diversas complexidades e variações, o TQM pode ser conceitualizado como um processo simples e iterativo que amplia o conhecido ciclo planejar-fazer-verificar-agir (PDCA). Primeiro, o custo total de produzir e entregar produtos de qualidade ao mercado é medido. Esta medição, chamada de custo total da qualidade (COQ), leva em conta os impactos do custo incorridos quando produtos de baixa qualidade são produzidos. A seguir, as causas-raiz da baixa qualidade são determinadas. Então, melhorias do processo são procuradas para prevenir que as causas-raiz identificadas aconteçam. Desta forma, os custos são movidos da recuperação de falhas para a menos dispendiosa prevenção. O ciclo é repetido para otimizar os componentes do COQ de forma a minimizar o custo total.

Muitas tecnologias concorrentes para a implementação do TQM estão disponíveis aos praticantes da qualidade. Os detalhes da implementação variam bastante, mas a medição básica da qual estes métodos dependem é a mesma. A medição do COQ tem tido tanto sucesso na indústria de manufatura que uma boa parte das pesquisas recentes feitas na disciplina de qualidade é direcionada a adaptá-la a outras indústrias, como a de serviços, onde os custos da má qualidade são mais difíceis de serem medidos. 1, 2 Muitos destes esforços foram bem-sucedidos, mas alguns outros falharam.

O motivo para muitas destas falhas deveria ser claro, mas, surpreendentemente, não é assim tão evidente no corpo de conhecimento da qualidade (BOK). A falha de um programa de TQM baseado no COQ é inevitável em algumas operações, devido apenas à natureza das mesmas. Muitas vezes, falhamos em reconhecer se uma operação específica viola um ou mais dos pressupostos básicos do TQM. Quando isso acontece, o TQM simplesmente não se aplica ao caso e tentar usar o COQ para conduzir a melhoria da qualidade provavelmente não funcionará.

Onde o TQM não funciona

Onde o TQM e o COQ não devem ser utilizados? Obviamente, eles são irrelevantes em operações nas quais a qualidade não seja uma meta. Da mesma forma, estes casos não são muito interessantes à profissão da qualidade. No entanto, há muitas situações nas quais o COQ é uma medição inadequada mesmo que a entrega da qualidade seja importante. Infelizmente, a profissão da qualidade demonstrou pouco interesse nestas situações.

O COQ traz poucos benefícios às operações nas quais o custo não é importante ou é secundário mediante outras preocupações, como o tempo. Por exemplo, reagir a um desastre com ameaça de vida e administrar uma crise de saúde pública são duas situações nas quais o custo é menos importante que o tempo.

De forma similar, o COQ não é muito aplicável a operações que são conduzidas uma única vez; não há vantagem de custo em definir e controlar um processo se o mesmo não será repetido. Casos como esses são comuns em órgãos governamentais e acadêmicos. Agora estão se tornando mais e mais evidentes nos negócios.

O suporte principal das estratégias de negócios – a produção em massa altamente eficiente de um produto de consumo ou serviço – tem um novo rival. Muitos novos empreendimentos estão apostando na estratégia de serem os primeiros a trazer uma inovação ao mercado. Eles esperam colher os lucros do monopólio temporário e o conseqüente reconhecimento do nome da marca. Para que esta estratégia tenha sucesso, a principal preocupação para o mercado é o tempo.

De acordo com John Mendonca e Robert Lineberger, "No e-business, especialmente no comércio eletrônico, um fator crítico de sucesso para a competitividade é ser o primeiro a vender novos produtos e processos e as tecnologias que os apóiam. A velocidade é quem manda!"3 O custo é substituído por qualquer tipo de vantagem no cronograma. Chegar em segundo lugar para levar a inovação ao mercado leva à diminuição da participação no mercado e a percepção de ser um copiador, apesar da validade da marca.

No entanto, a qualidade ainda é crítica. Conseguir o status de ser o primeiro a chegar ao mercado é inútil se um concorrente aparecer com um produto muito superior, pouco tempo depois. Ser o primeiro a surgir não leva a nada. Na verdade, qualidade e inovação são os ingredientes que determinam a distância que um inovador permanece à frente de seus inevitáveis concorrentes. A qualidade é uma chave para maximizar o retorno do investimento. Significativamente, o retorno potencial é percebido como sendo tão grande quanto os custos iniciais são vistos como irrelevantes.

Especialmente quando há um excedente de capital de investimento disponível, muitos novos negócios estão menos preocupados com o custo de fornecer novidades ao mercado do que com a quantidade de tempo que isso leva. A qualidade é um fator crítico, mas o COQ, se não é irrelevante, tem certamente menos importância do que uma medição que mostre qual o impacto das ações da qualidade no cronograma. Infelizmente, o BOK da qualidade contém pouca teoria ou experiência documentada sobre como definir, coletar e utilizar tal métrica. Assim, parece apropriado descrever como esta medição seria. Por conveniência, iremos chamá-la de "tempo para a qualidade".

Uma alternativa oportuna

Para começar, iremos comparar o tempo para a qualidade com a medição clássica do COQ (ver Figura 2). Por analogia, nossa nova métrica é definida como sendo o tempo total necessário para entregar qualidade ao cliente. Este tempo total pode ser dividido em três grandes componentes:

1. O tempo reservado para prevenção.
2. O tempo reservado para avaliação.
3. O tempo reservado para corrigir a má qualidade antes da entrega.

Os dois primeiros componentes são diretamente análogos aos custos de prevenção e avaliação incluídos no COQ. O terceiro é similar aos custos de falhas internas do COQ. Um item análogo ao quarto componente do COQ, custos de falhas externas, não seria de grande utilidade na medição do tempo para a qualidade. Essa medição é direcionada para as operações que possuem pouco ou nenhum tempo para corrigir falhas após a entrega.

Estes três componentes fornecem uma estrutura para a medição, mas há algumas diferenças fundamentais entre o tempo para a qualidade e o COQ. Por exemplo, os custos são estritamente aditivos, mas o tempo não é tão simples. O custo de qualquer elemento dentro de qualquer componente do COQ é simplesmente adicionado a todos os outros custos para chegar ao total. Por outro lado, o tempo é atribuído a tarefas, que podem ser realizadas simultaneamente.

Para ser útil, o tempo necessário para a prevenção deve ser sobreposto, e adicionar pouco ao cronograma total. De forma similar, a atribuição de tarefas em paralelo deve tornar o tempo ou calendário reservado para a avaliação pequeno. A despeito dos custos monetários, a prevenção e a avaliação devem ser essencialmente livres em termos de impacto no calendário total. A correção, no entanto, dificilmente será programada simultaneamente e normalmente terá um impacto significativo no cronograma total. Qualquer atividade de qualidade deve perceber seu benefício dentro da restrição do calendário de implementação. Assim, um benefício da maioria das atividades de qualidade deve ser o de reduzir tal calendário.

Quebrando o molde

A maioria dos métodos de prevenção da qualidade é otimizada para evitar custos ao invés de recuperar o cronograma. Eles são projetados para serem baratos, com relação aos custos de desenvolvimento, mas tendem a consumir muito tempo. A própria imagem da qualidade é a de ser lenta e cuidadosa. O termo "conserto rápido" é visto como pejorativo. Esta atitude limita nossa habilidade de tratar de uma necessidade importante tanto na sociedade quanto nos negócios de hoje. Ao invés disso deveríamos estar desenvolvendo uma nova metodologia, baseada numa medição de tempo para a qualidade, que suplementa os métodos tradicionais da TQM.

Muitas das maiores estruturas relacionadas à qualidade, tais como a ISO 9000:2000, foram revisadas durante os últimos anos. Uma das intenções destes esforços era atualizar a prática relacionada à qualidade no que diz respeito às necessidades de negócios atuais. Infelizmente, nenhum destes esforços oferece uma nova abordagem ou método direcionado à recuperação do cronograma. Ao invés disso eles ainda requerem um investimento significativo de tempo antes que os objetivos da qualidade sejam atingidos. O BOK da qualidade ainda supõe que o empreendimento possa arcar com a espera da obtenção dos benefícios da qualidade através de uma melhoria de processos contínua e vagarosa. Um novo negócio precisa que a qualidade exista na primeira vez que utilizarem um processo, pois essa pode ser a única vez em que ele será utilizado. O Instituto de Engenharia de Software acredita que são necessários de dois a três anos de dedicação para que uma empresa evolua do nível inicial de maturidade para o nível definido de maturidade, mais eficiente com os custos. Um novo negócio já teria acabado nesse prazo.

O benchmarking é um bom exemplo de como os métodos usuais de qualidade não funcionam para uma estratégia de negócios baseada em trazer a inovação ao mercado, pois presume que alguém já implementou o processo central ou processos necessários. Se o inovador espera que ninguém tenha sequer pensado sobre um processo funcional, nem passa pela sua cabeça que ele já tenha sido aperfeiçoado. Se há processos concorrentes, eles serão altamente protegidos e escondidos. Deixar alguém ver seu processo seria como se render aos inimigos.

Precisamos desenvolver novos métodos que possibilitem que os objetivos da qualidade sejam alcançados em um tempo mínimo. Devemos ser capazes de programar estes novos métodos paralelamente às atividades de desenvolvimento e implementação e realizar uma compensação na primeira vez que um novo processo for acompanhado, antes de ser medido empiricamente. O custo da implementação destes métodos é de importância secundária, pois eles serão usados em um cenário de inovação ao mercado ou tempo para a qualidade.

Além disso, embora eles devam produzir um aumento discreto na qualidade, o grau de melhoria não pode ser espetacular. A qualidade aceitável é definida pelas expectativas dos clientes, que são usadas em seu nível mínimo quando um novo produto ou processo é introduzido. Os requisitos da qualidade crescerão a partir daí; mas para o novo empreendimento, quaisquer melhorias que produzam qualidade sem consumir tempo serão provavelmente benéficas. As melhorias e os métodos da qualidade podem ser pensados como sendo efetivos no tempo ou não.

Estes novos métodos da qualidade provavelmente serão encontrados em áreas muito diferentes do que os métodos tradicionais. Por exemplo, alguém pode criar, ao mesmo tempo, duas equipes de desenvolvimento. Estas equipes iriam competir para ver quem fica à frente no cronograma estabelecido. Em certos pontos de verificação determinados pela gerência, eles compartilhariam a experiência e os resultados, atualizando a equipe que ficou para trás para a nova fase de desenvolvimento. Isto certamente aumentaria os custos de desenvolvimento, talvez até os duplicaria, mas certamente também aumentaria a qualidade e diminuiria o tempo para o mercado.

Ao tentar conceitualizar uma imagem de uma metodologia baseada no tempo para a qualidade que seja similar à Figura 1, a primeira coisa que precisamos fazer é quebrar o ciclo. Se o processo que estamos tentando melhorar não será repetido, o método que irá melhorá-lo não pode ser cíclico. Para distingui-lo do TQM, vamos chamá-lo de "desdobramento rápido da qualidade" (ver Figura 3). Suas principais etapas são:

• Definir e documentar o processo de implementação.
• Analisar o processo e procurar por melhorias potenciais.
• Avaliar o cronograma requerido pelo processo e as melhorias potenciais usando os três componentes do tempo para a qualidade.
• Selecionar as melhorias efetivas no tempo – aquelas que agregam qualidade e reduzem o cronograma.
• Revisar a definição do processo para incluir tais melhorias.
• Implementar o processo.
• Rastrear o tempo para a qualidade.

Aplicação

Quais serão os clientes do desdobramento rápido da qualidade e do tempo para qualidade? Para os novos empreendimentos de negócios, que apostam sua existência em serem os primeiros a chegar ao mercado, eles serão vitais. Sua utilização se tornará mandatória.

De forma similar, as agências governamentais com freqüência enfrentam situações nas quais têm de entregar serviços de alta qualidade em circunstâncias únicas ou incomuns. Para estas operações, o processo a ser seguido é freqüentemente inventado na hora e deve dar certo logo da primeira vez. A velocidade é algo crítico e os custos são secundários. Uma vez que os métodos do desdobramento rápido da qualidade sejam desenvolvidos baseados na minimização de uma métrica de tempo para a qualidade, as agências governamentais provavelmente tornarão seu uso obrigatório.

Outra possível beneficiária é a pesquisa acadêmica. Aqui, primeiro para o mercado significa o primeiro a publicar. As expectativas de qualidade são altas e devem ser atendidas, mas o pesquisador que for o primeiro a publicar consegue as honras e o subseqüente financiamento. O pesquisador que fizer o mesmo trabalho e chegar aos mesmos resultados, mas publicar depois, é esquecido. A utilização dos métodos de tempo para a qualidade irão se tornar leituras obrigatórias para alunos de graduação.

A utilidade e os benefícios dos métodos baseados no tempo para a qualidade irão variar dependendo do tipo da operação. Algumas vezes, esses métodos serão vitais e mandatários. Em alguns casos, os custos serão uma grande restrição. Os métodos de tempo para a qualidade terão que ser adaptados e usados em conjunto com os tradicionais métodos de TQM. E, é claro, o TQM e o COQ permanecerão sendo a metodologia correta para operações movidas pelo custo que utilizem processos repetidos. Uma metodologia baseada no tempo para a qualidade não substitui o TQM; ela o suplementa.

O que vem a seguir?

É certo que os métodos de tempo para a qualidade são necessários e precisam ser desenvolvidos. O que ainda é incerto é o papel que a profissão da qualidade escolherá para definir, implementar e avaliar estes novos métodos. Espera-se que outros profissionais da qualidade expandam estas idéias, discutam-nas e criem uma solução para uma necessidade crescente.

Pare um momento para examinar sua área de responsabilidade. Certas partes de sua operação seriam mais bem atendidas por técnicas de qualidade movidas pelo tempo ao invés das técnicas movidas pelos custos que você está usando atualmente? Talvez você deva fazer um brainstorming e experimentar as melhores idéias que conseguir. Então compartilhe suas idéias e experiências com seus colegas. Um esforço caseiro para construir uma metodologia eficaz baseada na experiência prática pode funcionar melhor do que esperar que um perito desenvolva uma teoria detalhada.

Parte da missão da profissão de qualidade é resolver problemas que tenham impacto na entrega de qualidade aos clientes. Seremos os primeiros a chegar no mercado com um desdobramento rápido da qualidade ou algum outro grupo o fará? Certamente, teremos falhado em nossa missão e com os nossos clientes se escolhermos ignorar operações movidas pelo tempo só porque nosso BOK atual é baseado nas prioridades e imperativos de custo de 50 anos atrás. Se não dermos valor ao tempo agora, ele pode nos faltar no futuro.

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Referências

1. Hongyi Sun, "Comparing Quality Management Practices in the Manufacturing and Service Industries: Learning Opportunities", Quality Management Journal, Vol. 8, N.º 2, pp. 53-71.

2. Catherine E. Brawner, Timothy J. Anderson, Carl F. Zorowski e Robert C. Serow, "Quality Approach Supports Engineering Education Reform," Quality Progress, July 2001, pp. 75-81.

3. John Mendonca e Robert Lineberger, "Methodology as Road Kill: the Decade-Long Assault on Quality Assurance", Software Quality, Spring 2001, pp. 1-4.

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© 2002 American Society for Quality
Reprinted with Permission
Fonte: Quality Progress, julho de 2002, p. 75-79.
Traduzido por Cintia Barcellos Lacerda, da Setec Consultoria de Interface.

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Jay H. Wilbur é diretor de engenharia de sistemas e validação e foi diretor de serviços de Gestão da Qualidade no Departamento de Serviços Humanos do Texas. É mestre em astronomia pela Universidade de Maryland, gerente da qualidade e engenheiro de software da qualidade certificado ASQ (Sociedade Americana de Qualidade) e é consultor regional da Divisão de Software da ASQ.

 

O que é Normalização

Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.

Os Objetivos da Normalização são:

Economia

Proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos

Comunicação

Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços

Segurança

Proteger a vida humana e a saúde

Proteção do Consumidor

Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos

Eliminação de Barreiras Técnicas e Comerciais

Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países, facilitando assim, o intercâmbio comercial

Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente.

Fonte ABNT

 

Dicas para o Consumo Sustentável

Consumo sustentável é aquele que permite atender as necessidades de todas as pessoas, de gerações presentes e futuras, sem comprometer a capacidade do planeta de fornecer recursos naturais e absorver impactos negativos provocados pela produção, a utilização e o descarte de produtos e serviços.

Para que o consumo seja sustentável é preciso que os consumidores sejam informados e responsáveis, refletindo sobre suas reais necessidades, ecolhendo produtos e serviços que utilizem de forma eficiente e não predatória os recursos naturais.

E isso não exige um grande esforço, somente mais atenção sobre a diferença entre necessidade básica e necessidade criada e os impactos sociais e ambientais do consumo. Uma vez informado e consciente, o consumidor precisa mudar os seus hábitos de consumo.

Na promoção do consumo sustentável também se aplica o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas. É uma tarefa que depende da ação de governos, empresas e consumidores.

O consumo sustentável depende da disponibilidade de produtos e serviços sustentáveis. Portanto, o consumo sustentável está integralmente associado à produção sustentável.

Para viabilizar novos padrões de produção e consumo, precisamos de políticas públicas que incentivem a mudança.

DICAS:

1.Ao adquirir um imóvel para moradia, procure um lugar que reduza a necessidade de usar sempre o carro. Organize sua vida para usar menos o carro. Escolha um carro econômico e menos poluente e evite utilizá-lo para trajetos curtos: o motor frio produz mais poluição. Opte por transporte público ou procure pessoas do seu convívio que façam o mesmo trajeto que você: peça carona ou ainda ande a pé sempre que puder;

2. Quando for utilizar detergentes na lavagem de roupas ou louças, use a quantidade recomendada na embalagem, ou até menos. Nunca utilize superdosagens do produto. Se possível, opte pela compra do refil, para diminuir as embalagens que terá de jogar no lixo. Ainda, lave as roupas em temperatura fria, pois a água quente, além de consumir mais energia, não melhora o poder de limpeza dos detergentes;

3.Dê preferência aos produtos que apresentem rotulagem ambiental, atentando para as informações ambientais vindas no rótulo, que deverão ser corretas, pertinentes e completas; dirija suas escolhas aos produtos que causem pouco impacto ao meio ambiente;

4.Compre produtos reciclados, biodegradáveis e que utilizem poucas embalagens ou que tenham embalagens recicláveis e reutilizáveis; influencie, desta forma, o comportamento dos produtores para que utilizem processos e produtos que modifiquem menos o ambiente;

5.Dê preferência a produtos que gastem menos água (torneiras, válvulas de descarga) e energia (produtos eficientes). Fique atento às substituições que podem ser feitas: não utilize a máquina de lavar roupa ou louça com pequenas quantidades de peças; use a vassoura e não a água para varrer a sujeira, etc.

ÁGUA

1. Conserte os vazamentos. É fácil descobri-los dentro de casa. Primeiro feche os registros, abra uma torneira e deixe escorrer toda a água que ficou no encanamento e depois coloque um copo com água na boca da torneira, caso haja sucção é porque há vazamento. Se achar melhor, ou no caso dos condomínios, solicite inspeções periódicas das instalações hidráulicas para verificar a existência de vazamentos. Os vazamentos podem ser evidentes, como uma torneira pingando, ou escondidos, no caso de canos furados ou de vaso sanitário. Para este último, cheque o vazamento jogando cinzas no fundo da privada e observe por alguns minutos. Se houver movimentação da cinza ou se ela sumir, há vazamento. Outra forma de detectar os vazamentos é através do hidrômetro (ou relógio de água) da casa: feche todas as torneiras e desligue os aparelhos que usam água na casa (só não feche os registros na parede, que alimentam as saídas de água). Anote o número indicado no hidrômetro e confira depois de algumas horas para ver se houve alteração ou observe o círculo existente no meio do medidor (meia-lua, gravatinha, circunferência dentada) para ver se continua girando. Caso haja alteração nos números ou movimento do medidor, há vazamento. Caso seja viável, instale redutores de vazão em torneiras e chuveiro;

2.Quando construir ou reformar, dê preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas; ou utlize aquelas de volume reduzido.

3.Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou "telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário;

4. Lave as louças em uma bacia com água e sabão e abra a torneira só para enxugar; ao lavar a louça, use uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos antes da lavagem, pois isto ajuda a soltar a sujeira. Depois, use água corrente somente para enxaguar;

5.Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las;

6. Lave de uma vez toda a roupa acumulada; deixar as roupas de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda aqui; ao esfregar a roupa com sabão use um balde com água, que pode ser a mesma do molho, e mantenha a torneira do tanque fechada. Emxague também utilizando o balde.

7.Se tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima e tome cuidado com o excesso de sabão, para evitar um número maior de enxágües; caso opte por comprar uma lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos água que as de abertura superior;

8. Regar jardins e plantas durante 10 minutos significa um gasto de 186 litros. Você poderia economizar 96 litros se tomasse certos cuidados: Regue o jardim durante o verão pela manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação; no inverno, regue o jardim em dias alternados e prefira o período da manhã; use uma mangueira com esguicho tipo revólver;

9.Cultive plantas que necessitam de pouca água (bromélias, cactos, pinheiros, violetas) Não regue as plantas em excesso, e em horas quentes, com muito vento, pois muita água será evaporada ou levada antes de atingir as raízes; Molhe a base das plantas, não as folhas; Utilize cobertura morta (folhas, palha) sobre a terra de canteiros e jardins. Ela diminui a perda de água;

10.Aproveite sempre que possível a água de chuva. Você pode armazená-la em recipientes colocados na saída das calhas ou na beirada do telhado e depois usá-la para regar as plantas. Só não se esqueça de deixá-los tampados depois para que não se tornem focos de mosquito da dengue!

11.Não lave o carro, apenas use um balde com pano para retirar a sujeira do veículo; para lavar o carro, use balde em vez de mangueira;

12.Evite lavar a calçada. Limpe-a com uma vassoura, ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas; use o resto da água com sabão para lavar o seu quintal; ao limpar a calçada, use a vassoura, e não água para varrer a sujeira. Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para "baixar a poeira". Para isto você pode usar aquela água que sobrou do tanque;

13.Ao ensaboar-se, feche as torneiras. Não deixe a torneira aberta enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes ou faz a barba; ao tomar banho, feche o registro enquanto se ensaboa e só abra o chuveiro na hora do enxágüe. Evite banhos demorados;

14.Conserte as torneiras quebradas, pois pingando ela desperdiça 46 litros de água em um dia. Com abertura de 1 mililitro, o fiozinho de água escorrendo será responsável pela perda de 2068 litros de água em 24 horas;

15.Não deixe a descarga do banheiro disparar (no caso de acionados por válvulas);

Energia Elétrica

1.Economize eletricidade, principalmente nos horários de maior consumo - entre 17 e 21 horas. É a hora em que as pessoas tomam banho e vêem Tv. Evite outras atividades como lavar e passar roupas neste período;

2.Na compra de produtos e utensílios eletro-eletrônicos, leve em conta a eficiência energética certificada pelo selo Procel;

3.Nos dias mais quentes, tome banho sem ligar o chuveiro ou com este na posição verão. Não demore no banho, limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável, pois assim você estará economizando além de energia elétrica água. O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia, o ideal é evitar seu uso em horários de maior consumo (de pico): entre 18h e 19h30min e, no horário de verão, entre 19h e 20h30min; quando o tempo não estiver frio, deixe a chave de temperatura do chuveiro na posição menos quente (morno); tente limitar seus banhos em aproximadamente 5 minutos e, se possível, feche a torneira enquanto se ensaboa;

4.Jamais escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta;

5.Se usar a máquina de lavar louça, só ligue-a quando estiver com toda sua capacidade preenchida;

6.Não use o ferro elétrico várias vezes ao dia, acostumando-se a acumular a maior quantidade possível de roupa para passá-la toda de uma vez. Se você tiver ferro automático, use as temperaturas indicadas para cada tipo de tecido. Ao interromper o serviço, não esqueça o ferro ligado, pois além de poupar energia, evita acidentes. Evite utilizar o ferro elétrico quando vários aparelhos estiverem ligados na casa, para evitar que a rede elétrica fique sobrecarregada. Habitue-se a juntar a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez; Se o ferro for automático, regule sua temperatura. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligá-lo, você ainda pode aproveitar o calor para passar algumas roupas leves;

7.Sua geladeira deve ter capacidade correspondente a sua necessidade, pois quanto maior o seu volume, mais consome energia. Instale a geladeira em lugares ventilados, longe de qualquer fonte de calor. A geladeira não deve ficar encostada nas paredes ou móveis. No inverno, regule para a posição de frio não muito intenso. Não impeça a circulação interna de ar frio. Não abra a porta da geladeira a todo o momento. Evite pôr alimentos ainda quentes, pois isso exigirá maior esforço do motor. Não coloque na geladeira recipientes contendo líquidos sem tampa, pois o motor também age para retirar umidade interna e, desta forma, será mais exigido. Verifique se a borracha de vedação está em bom estado. Se não, providencie sua substituição, pois a perda de frio interno da geladeira aumenta o consumo de eletricidade. Não utilize a parte traseira da geladeira para secar roupas. Não abra a porta da geladeira/freezer sem necessidade ou por tempo prolongado; Deixe espaço entre os alimentos e guarde-os na geladeira/freezer de forma que você possa encontrá-los rápida e facilmente; Não guarde alimentos ou líquidos quentes na geladeira/freezer; Não forre as prateleiras da geladeira/freezer com vidros ou plásticos, porque isso dificulta a circulação interna de ar; Faça o descongelamento do freezer periodicamente, conforme as instruções do manual, para evitar que se forme camada com mais de meio centímetro de espessura; No inverno, a temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa como no verão: regule o termostato; Conserve limpas as serpentinas (a grade) que se encontram na parte de trás do aparelho, e não as utilize para secar panos, roupas, etc. Quando você se ausentar de casa por tempo prolongado, o ideal é esvaziar o aparelho e desligá-lo;

8.Utilize ao máximo a iluminação natural, aproveitando as janelas do local. Acostume-se a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados; lembre-se que a iluminação das lâmpadas deve ser adequada ao tipo de ambiente; prefira as lâmpadas fluorescentes às incandescentes, pois além de economizar energia duram mais. As lâmpadas incandescentes só são recomendadas em locais onde costumam ser ligadas e desligadas constantemente; na hora de comprar, dê preferência a lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro lugar da casa que fique com as luzes acesas por mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, essas lâmpadas duram mais que as normais; Evite acender lâmpadas durante o dia. Aproveite melhor a luz do sol, abrindo bem as janelas (a não ser que sejam de vidro transparente), cortinas e persianas. Apague as lâmpadas quando um quarto ou salas estiverem desocupados; Para quem vai pintar a casa, é bom lembrar que tetos e paredes de cores claras refletem melhor a luz, reduzindo a necessidade de luz artificial;

9.Não deixe o televisor ligado sem necessidade. Evite dormir com o aparelho ligado. Se você tem esse costume, prefira televisores com temporizador - dispositivo que serve para desligar automaticamente o aparelho. Quando ninguém estiver assistindo, desligue o aparelho de televisão; Não durma com a televisão ligada. Mas se você se acostumou com isso, uma opção é recorrer ao timer (temporizador) para que o aparelho desligue sozinho;

10.Instale o condicionador de ar longe dos raios solares e em locais de boa circulação de ar.Mantenha as portas e janelas do local resfriado bem fechadas, para evitar a entrada de ar do ambiente externo. Evite aumentar e diminuir a temperatura com muita freqüência. Limpe os filtros do aparelho frequentemente, pois os filtros sujos podem dificultar a circulação livre do ar e forçam o aparelho a trabalhar mais. Habitue-se a desligá-lo sempre que estiver ausente do ambiente por tempo prolongado. Na hora da compra, escolha um modelo de ar condicionado adequado ao tamanho do ambiente em que será utilizado; prefira os aparelhos com controle automático de temperatura e dê preferência às marcas de maior eficiência segundo o selo Procel; Ao instalar o aparelho de ar condicionado, procure proteger sua parte externa da incidência do sol (mas sem bloquear as grades de ventilação); Quando o aparelho de ar condicionado estiver funcionando, mantenha janelas e portas fechadas; Desligue o aparelho de ar condicionado quando o ambiente estiver desocupado; Evite o frio excessivo, regulando o termostato do aparelho de ar condicionado; Mantenha limpos os filtros do aparelho de ar condicionado, para não prejudicar a circulação do ar;

11.Escolha um modelo de aquecedor com capacidade adequada às suas necessidades e leve em conta a possibilidade de uso da energia solar; Dê preferência a aparelhos de aquecimento com bom isolamento do tanque e com dispositivo de controle de temperatura; Coloque o aquecedor o mais próximo possível dos pontos de consumo; Isole com cuidado as canalizações de água quente do aquecedor; Nunca ligue o aquecedor à rede elétrica sem ter certeza de que ele está cheio de água; Ajuste o termostato do aquecedor de acordo com a temperatura ambiente (para não esquentar demais); Ligue o aquecedor apenas durante o tempo necessário; se possível, coloque um timer (temporizador) para que essa função se torne automática;

12.Procure lavar roupas de uma só vez, com a quantidade máxima indicada pelo fabricante. Limpe o filtro da máquina com freqüência. Utilize a dosagem correta de sabão especificado pelo fabricante, para que você não tenha que repetir a operação "enxaguar".

Alimentos

1. Procure consumir alimentos livres de agrotóxicos;

2. Aproveite integralmente os alimentos. Muitas vezes, os talos, folhas , sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio;

3. Atenção ao prazo de validade dos produtos. Verifique a data da fabricação;

4.Reclame junto ao estabelecimento comercial quando encontrar alimentos alterados, deteriorados, fraudados ou com sujidade;

5.Alguns critérios devem ser observados quanto ao armazenamento dos alimentos: temperaturas adequadas, equipamentos e utensílios utilizados devem estar limpos, empilhamentos dos produtos nos supermercados devem ser mantidos afastados das paredes e acima do piso do chão (cerca de 40 cm).

Lixo

1.Não use sacos plásticos; não compre produtos que utilizem excesso de embalagem; prefira produtos que não utilizem material descartável; reutilize seus produtos;

2. Não jogue lixo nenhum na rua - cerca de 40% do lixo recolhido no Rio de Janeiro é proveniente da coleta em ruas, avenidas, praças, margens de rios. Esta coleta é mais cara e, além de poluir visualmente os lugares, traz sérios problemas às cidades nas épocas de chuva, entupindo bueiros e estrangulando corredores de água;

3.Doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você podem não ter mais serventia, mas que podem acabar ajudando outras pessoas;

4.Utilize os dois lados das folhas de papel para escrever ou imprimir e, se for possível, reduza os espaçamentos, os tamanhos de letras e margens, aproveitando melhor a área do papel. Para cada tonelada de papel que se recicla, 40 árvores deixam de ser derrubadas;

5.Leve sacola própria para fazer suas compras, evitando pegar as sacolas plásticas fornecidas nos supermercados. Se trouxer as sacolas, reutilize-as como sacos de lixo. Caso sejam compras grandes, utilize caixas plásticas para o transporte ou reutilize as de papelão do próprio local;

6.Procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro;

7.Escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc;

8.Não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo - as empresas que produzem são obrigadas por Lei a recolher muitos destes produtos;

9.Leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto de saúde próximo. Eles saberão dar-lhes o destino adequado;

10.Separe o lixo e encaminhe os produtos para reciclagem - tente organizar em seu edifício, rua, vila, condomínio um sistema de coleta seletiva. Cada morador separa em sua residência;

11.Materiais como vidro, plástico, latas de alumínio, papel, papelão e material orgânico, colocando-os em locais destinados a cada um. Informe-se nas companhias municipais de limpeza sobre cooperativas de catadores próximas, que poderão fazer a coleta. Algumas empresas recicladoras podem, dependendo da quantidade, recolher diretamente o material separado;

12.Procure se informar sobre as iniciativas de sua Prefeitura/Comunidade com relação ao lixo reciclável- todos somos responsáveis pelo destino de lixo que geramos. Cobrar iniciativas e novos projetos de nossos vereadores e prefeitos também faz parte do nosso papel, assim como estarmos informados das iniciativas existentes, por mais tímidas que elas possam ser. Em algumas cidades ou bairros, um caminhão de lixo passa em dia e horário marcados para recolher material reciclável. Algumas igrejas e associações comunitárias recebem material reciclável para vender e, com isso, arrecadam algum dinheiro para obras sociais. Já existem empresas que compram este material e, dependendo da quantidade, retiram-no periodicamente;

CUIDADOS COM A COLETA SELETIVA DOMICILIAR

Papel, papelão, jornais, revistas, cadernos, folhas soltas, caixas e embalagens em geral devem estar limpos e secos. Caixas devem estar desmontadas. Não coloque papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono, metais (ferrosos e não ferrosos), latas em geral, alumínio, cobre pequenas, sucatas devem estar limpos.

Vidros, copos, garrafas, potes ou frascos devem estar limpos. Podem ser inteiros ou quebrados. Não coloque vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas.

Plásticos (todos os tipos), garrafas, sacos e embalagens, brinquedos, utensílios domésticos devem estar limpos e sem tampa

Fonte: Comlurb/Rio de Janeiro

13.NÃO JOGUE LIXO NENHUM NAS RUAS, PARQUES, PRAIAS OU QUALQUER LUGAR PÚBLICO. Além de demonstrar o desrespeito ao meio ambiente, a coleta é mais cara, polui visualmente as ruas, entope bueiros e causa danos aos corredores de água. Deixe sempre dentro do carro um saquinho para colocar o lixo;

14.Lâmpadas fluorescentes, baterias de celular, baterias de carro, restos de tintas ou produtos químicos, medicamentos, produtos tóxicos e perigosos, que podem trazer riscos à saúde e segurança, devem ter destino certo. Verifique no rótulo como proceder ou contate o fabricante para saber o destino mais adequado;

15.Reutilize os sacos plásticos de supermercado para carregar coisas ou colocar o lixo. Evite produtos descartáveis como copos plásticos e guardanapos de papel;

16.Reduza a quantidade de lixo diário, evitando adquirir produtos com muitas embalagens ou invólucros grandes e comprando produtos de limpeza concentrados, cujos vasilhames ocupam menos espaço em seu lixo;

17.Colabore em seu cotidiano reduzindo o consumo e o desperdício, reutilizando objetos e materiais, e reciclando o lixo;

18.Para tal, habitue-se a fazer uma triagem em seu lixo, separando o que pode e o que não pode ser reaproveitado, providenciando sacolas ou caixas para armazenar cada tipo de material reciclável: plástico, vidro, papel, alumínio e metal;

Produtos Recicláveis
Alumínio: latas de bebidas e embalagens em geral.
Metal: latas de alimentos.
Papel: caixas, cartazes, folhas de caderno, embalagens longa vida, jornais, revistas e papel de fax.
Plástico: garrafas de refrigerantes, frascos de amaciantes, baldes, copos descartáveis, potes para iogurte, embalagens de massa e biscoito,copos de água mineral.
Vidro: garrafas de bebidas, frascos de comésticos, potes de conservas.

19. Tudo que será reciclado deve ser limpo antes de ir ao lixo, retirando-se anéis e rótulos e eliminando resíduos de produtos das embalagens;

20.Se não souber que destino dar ao seu lixo, doe-os aos catadores autônomos, cooperativas e organizações não governamentais que incentivam a reciclagem, podendo, se quiser, vendê-lo a empresas que compram material recicável;

Fonte: IDEC

 



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