Como as empresas e as organizações sociais se
beneficiaram da proximidade de duas realidades tão
diferentes.
O processo que envolve a criação e o desenvolvimento das
organizações sem fins lucrativos passou e continua passando
por várias etapas e uma constante evolução. Desde que
deixaram de ser fundamentalmente orientadas por princípios da
caridade cristã e da filantropia, no início do século
passado, as instituições de assistência à população
mudaram suas formas de organização e administração.
Inicialmente vinculadas ao Estado, tanto administrativa quanto
economicamente, elas buscavam soluções para os crescentes
problemas de pobreza e exclusão social. Na década de 70, se
desvinculando das ações do Governo, surgem as
"organizações não-governamentais", marcando uma
postura que foi primordial na conformação do terceiro setor
e responsável pela disseminação da noção de cidadania e
pelo seu amplo desenvolvimento.
Um novo modelo de organização e gerenciamento de recursos
estava se criando: uma fase em que o maior vínculo das ONGs
era com as agências e instituições financiadoras
internacionais. Somente a partir dos anos 90 o terceiro setor
começou a se constituir com características e lógica
próprias.
A expansão vivida pelo setor, a partir da década passada,
foi um reflexo de alguns fatores que se consolidavam no
período. Uma das principais causas deste processo foi o
engajamento do setor privado nas questões sociais - empresas
brasileiras e multinacionais deram início a uma efetiva
atuação nesta área. Assim que adquiriram experiência,
contato com a realidade social do país e com os projetos
sociais, as empresas constituíram suas próprias fundações,
embora estivessem atreladas às organizações da sociedade
civil desde o princípio e mantivessem muitas dessas
parcerias.
Outro fator de grande influência para o crescimento do
setor foi a concepção e aplicação do conceito de
sustentabilidade. A busca pelo fim do processo de dependência
de uma única fonte de recursos implicou na diversificação
dos financiamentos, na necessidade de elaborar projetos de
geração de receita, na profissionalização de recursos
humanos e voluntariado, na atração de membros sócios das
organizações, no estabelecimento de estratégias de
comunicação, na avaliação de resultados e desenvolvimento
de uma estrutura gerencial altamente eficiente.
Os rumos mais recentes do terceiro setor mostram os
resultados gerados com a proximidade do setor privado, grande
impulsionador da profissionalização das organizações sem
fins lucrativos. Embora o funcionamento de organizações
deste setor seja muito semelhante ao de empresas privadas, os
objetivos e as alianças propostas são bem distintos. A
complexidade da administração das organizações da
sociedade civil (OSCs) se deve ao fato do empreendedor social
precisar estruturar-se para, além de subsistir a cada dia,
buscar sua sustentabilidade a médio e longo prazo gerando
impacto social. A adaptação da linguagem e dos conceitos de
qualquer ferramenta de gestão empresarial que for utilizada
para a área social se torna imprescindível. A preocupação
e a busca pela excelência administrativa podem ser
justificadas pelos números que envolvem o terceiro setor; com
aproximadamente 250 mil organizações e, atualmente,
movimentando cifras que correspondem a 1,5 % do PIB
brasileiro, a expectativa é que este índice atinja,
futuramente, 5% e equipare-se à média de outros países.
A realidade vivida, hoje, pelo setor privado está tão
atrelada ao conceito de Responsabilidade Social e a sua
importância tão disseminada dentro das empresas que a busca
pela excelência na gestão passa obrigatoriamente pelo
comprometimento social. O Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ,
maior e mais conceituada premiação da gestão e
competitividade no País, já antevendo a preocupação com
este enfoque, contemplou, desde o princípio em 1992, este
valor aos seus Fundamentos. De acordo com os méritos
agregados e avaliados pela Fundação, a responsabilidade
social supera o cumprimento das obrigações legais
decorrentes das próprias atividades e produtos da empresa,
ela é o exercício da consciência moral e cívica, resultado
da compreensão do seu papel no desenvolvimento da sociedade.
A responsabilidade social é a aplicação do conceito de
cidadania pelas empresas que reconhecem as comunidades –
internas e externas - e as suas necessidades específicas.
As organizações – privadas, públicas ou sem fins
lucrativos - são consideradas excelentes quando, além de
terem processos de gestão exemplares e disseminados que levam
a resultados sustentáveis para toda organização,
identificam, compreendem, monitoram e se antecipam às
necessidades dos seus públicos, mercados e comunidades,
promovendo, assim uma interação com a sociedade.
A formulação de um Código de Ética defendido interna e
externamente é um dos primeiros passos para quem defende a
Responsabilidade Social, sendo ainda considerados outros
fatores que se enquadram nesse aspecto, destacando-se: a
criação de sistemas de Gestão Ambiental, a adoção de
políticas de diversidade para recrutamento, seleção e
contratação de funcionários, o apoio a iniciativas de
educação, assistência comunitária, promoção da cultura,
esporte e lazer, o estímulo ao engajamento de funcionários
em atividades sociais e a elaboração e publicação do
Balanço Social.
A grande maioria dos mais de 60 Prêmios Nacionais da
Qualidade existentes no mundo tem como Fundamento ou
Princípio ou Valor a "Responsabilidade Social".
Contudo existe uma maior diferença na forma como os
Critérios de Avaliação estão estruturados, ou seja,
existem prêmios em que o enfoque avaliatório é um item e em
outros é um critério. No Brasil, os Critérios de
Excelência do PNQ são atualizados todos os anos, com a
preocupação de representar o Estado da Arte para gestão do
desempenho e para a competitividade, no que diz respeito à
gestão empresarial. Dentre as modificações para 2003, os
Critérios passarão por uma mudança na sua estrutura: a
"Responsabilidade Social" deixa de ser um item e se
torna o 8º Critério. Uma alteração que sinaliza claramente
uma evolução da nossa própria cultura e dos valores sobre
os quais a sociedade se sustenta.
(*) ANTONIO TADEU PAGLIUSO é Gerente Técnico da
Fundação Para o Prêmio Nacional da Qualidade
Quando a pressa é mais importante que a otimização dos
custos, são necessários métodos da qualidade que quebrem o
molde do TQM
Os princípios que dão suporte à profissão da qualidade
de hoje são, em sua maioria, baseados em insights tidos cerca
de 50 anos atrás por alguns gurus, como W. Edwards Deming.
Esses indivíduos reconheceram e demonstraram os benefícios
que podem ser obtidos pela aplicação de métodos
científicos aos sistemas de negócios orientados para a
produção. A metodologia que estabeleceram consegue alcançar
metas de sucesso sustentável nos negócios, tais como
lucratividade e participação no mercado, através de uma
análise cuidadosa e da otimização dos custos de produção.
Esta metodologia é amplamente conhecida por Gestão da
Qualidade Total (TQM).
Quando tiradas suas diversas complexidades e variações, o
TQM pode ser conceitualizado como um processo simples e
iterativo que amplia o conhecido ciclo
planejar-fazer-verificar-agir (PDCA). Primeiro, o custo total
de produzir e entregar produtos de qualidade ao mercado é
medido. Esta medição, chamada de custo total da qualidade (COQ),
leva em conta os impactos do custo incorridos quando produtos
de baixa qualidade são produzidos. A seguir, as causas-raiz
da baixa qualidade são determinadas. Então, melhorias do
processo são procuradas para prevenir que as causas-raiz
identificadas aconteçam. Desta forma, os custos são movidos
da recuperação de falhas para a menos dispendiosa
prevenção. O ciclo é repetido para otimizar os componentes
do COQ de forma a minimizar o custo total.
Muitas tecnologias concorrentes para a implementação do
TQM estão disponíveis aos praticantes da qualidade. Os
detalhes da implementação variam bastante, mas a medição
básica da qual estes métodos dependem é a mesma. A
medição do COQ tem tido tanto sucesso na indústria de
manufatura que uma boa parte das pesquisas recentes feitas na
disciplina de qualidade é direcionada a adaptá-la a outras
indústrias, como a de serviços, onde os custos da má
qualidade são mais difíceis de serem medidos. 1, 2 Muitos
destes esforços foram bem-sucedidos, mas alguns outros
falharam.
O motivo para muitas destas falhas deveria ser claro, mas,
surpreendentemente, não é assim tão evidente no corpo de
conhecimento da qualidade (BOK). A falha de um programa de TQM
baseado no COQ é inevitável em algumas operações, devido
apenas à natureza das mesmas. Muitas vezes, falhamos em
reconhecer se uma operação específica viola um ou mais dos
pressupostos básicos do TQM. Quando isso acontece, o TQM
simplesmente não se aplica ao caso e tentar usar o COQ para
conduzir a melhoria da qualidade provavelmente não
funcionará.
Onde o TQM não funciona
Onde o TQM e o COQ não devem ser utilizados? Obviamente,
eles são irrelevantes em operações nas quais a qualidade
não seja uma meta. Da mesma forma, estes casos não são
muito interessantes à profissão da qualidade. No entanto,
há muitas situações nas quais o COQ é uma medição
inadequada mesmo que a entrega da qualidade seja importante.
Infelizmente, a profissão da qualidade demonstrou pouco
interesse nestas situações.
O COQ traz poucos benefícios às operações nas quais o
custo não é importante ou é secundário mediante outras
preocupações, como o tempo. Por exemplo, reagir a um
desastre com ameaça de vida e administrar uma crise de saúde
pública são duas situações nas quais o custo é menos
importante que o tempo.
De forma similar, o COQ não é muito aplicável a
operações que são conduzidas uma única vez; não há
vantagem de custo em definir e controlar um processo se o
mesmo não será repetido. Casos como esses são comuns em
órgãos governamentais e acadêmicos. Agora estão se
tornando mais e mais evidentes nos negócios.
O suporte principal das estratégias de negócios – a
produção em massa altamente eficiente de um produto de
consumo ou serviço – tem um novo rival. Muitos novos
empreendimentos estão apostando na estratégia de serem os
primeiros a trazer uma inovação ao mercado. Eles esperam
colher os lucros do monopólio temporário e o conseqüente
reconhecimento do nome da marca. Para que esta estratégia
tenha sucesso, a principal preocupação para o mercado é o
tempo.
De acordo com John Mendonca e Robert Lineberger, "No
e-business, especialmente no comércio eletrônico, um fator
crítico de sucesso para a competitividade é ser o primeiro a
vender novos produtos e processos e as tecnologias que os
apóiam. A velocidade é quem manda!"3 O custo é
substituído por qualquer tipo de vantagem no cronograma.
Chegar em segundo lugar para levar a inovação ao mercado
leva à diminuição da participação no mercado e a
percepção de ser um copiador, apesar da validade da marca.
No entanto, a qualidade ainda é crítica. Conseguir o
status de ser o primeiro a chegar ao mercado é inútil se um
concorrente aparecer com um produto muito superior, pouco
tempo depois. Ser o primeiro a surgir não leva a nada. Na
verdade, qualidade e inovação são os ingredientes que
determinam a distância que um inovador permanece à frente de
seus inevitáveis concorrentes. A qualidade é uma chave para
maximizar o retorno do investimento. Significativamente, o
retorno potencial é percebido como sendo tão grande quanto
os custos iniciais são vistos como irrelevantes.
Especialmente quando há um excedente de capital de
investimento disponível, muitos novos negócios estão menos
preocupados com o custo de fornecer novidades ao mercado do
que com a quantidade de tempo que isso leva. A qualidade é um
fator crítico, mas o COQ, se não é irrelevante, tem
certamente menos importância do que uma medição que mostre
qual o impacto das ações da qualidade no cronograma.
Infelizmente, o BOK da qualidade contém pouca teoria ou
experiência documentada sobre como definir, coletar e
utilizar tal métrica. Assim, parece apropriado descrever como
esta medição seria. Por conveniência, iremos chamá-la de
"tempo para a qualidade".
Uma alternativa oportuna
Para começar, iremos comparar o tempo para a qualidade com
a medição clássica do COQ (ver Figura 2). Por analogia,
nossa nova métrica é definida como sendo o tempo total
necessário para entregar qualidade ao cliente. Este tempo
total pode ser dividido em três grandes componentes:
1. O tempo reservado para prevenção.
2. O tempo reservado para avaliação.
3. O tempo reservado para corrigir a má qualidade antes da
entrega.
Os dois primeiros componentes são diretamente análogos
aos custos de prevenção e avaliação incluídos no COQ. O
terceiro é similar aos custos de falhas internas do COQ. Um
item análogo ao quarto componente do COQ, custos de falhas
externas, não seria de grande utilidade na medição do tempo
para a qualidade. Essa medição é direcionada para as
operações que possuem pouco ou nenhum tempo para corrigir
falhas após a entrega.
Estes três componentes fornecem uma estrutura para a
medição, mas há algumas diferenças fundamentais entre o
tempo para a qualidade e o COQ. Por exemplo, os custos são
estritamente aditivos, mas o tempo não é tão simples. O
custo de qualquer elemento dentro de qualquer componente do
COQ é simplesmente adicionado a todos os outros custos para
chegar ao total. Por outro lado, o tempo é atribuído a
tarefas, que podem ser realizadas simultaneamente.
Para ser útil, o tempo necessário para a prevenção deve
ser sobreposto, e adicionar pouco ao cronograma total. De
forma similar, a atribuição de tarefas em paralelo deve
tornar o tempo ou calendário reservado para a avaliação
pequeno. A despeito dos custos monetários, a prevenção e a
avaliação devem ser essencialmente livres em termos de
impacto no calendário total. A correção, no entanto,
dificilmente será programada simultaneamente e normalmente
terá um impacto significativo no cronograma total. Qualquer
atividade de qualidade deve perceber seu benefício dentro da
restrição do calendário de implementação. Assim, um
benefício da maioria das atividades de qualidade deve ser o
de reduzir tal calendário.
Quebrando o molde
A maioria dos métodos de prevenção da qualidade é
otimizada para evitar custos ao invés de recuperar o
cronograma. Eles são projetados para serem baratos, com
relação aos custos de desenvolvimento, mas tendem a consumir
muito tempo. A própria imagem da qualidade é a de ser lenta
e cuidadosa. O termo "conserto rápido" é visto
como pejorativo. Esta atitude limita nossa habilidade de
tratar de uma necessidade importante tanto na sociedade quanto
nos negócios de hoje. Ao invés disso deveríamos estar
desenvolvendo uma nova metodologia, baseada numa medição de
tempo para a qualidade, que suplementa os métodos
tradicionais da TQM.
Muitas das maiores estruturas relacionadas à qualidade,
tais como a ISO 9000:2000, foram revisadas durante os últimos
anos. Uma das intenções destes esforços era atualizar a
prática relacionada à qualidade no que diz respeito às
necessidades de negócios atuais. Infelizmente, nenhum destes
esforços oferece uma nova abordagem ou método direcionado à
recuperação do cronograma. Ao invés disso eles ainda
requerem um investimento significativo de tempo antes que os
objetivos da qualidade sejam atingidos. O BOK da qualidade
ainda supõe que o empreendimento possa arcar com a espera da
obtenção dos benefícios da qualidade através de uma
melhoria de processos contínua e vagarosa. Um novo negócio
precisa que a qualidade exista na primeira vez que utilizarem
um processo, pois essa pode ser a única vez em que ele será
utilizado. O Instituto de Engenharia de Software acredita que
são necessários de dois a três anos de dedicação para que
uma empresa evolua do nível inicial de maturidade para o
nível definido de maturidade, mais eficiente com os custos.
Um novo negócio já teria acabado nesse prazo.
O benchmarking é um bom exemplo de como os métodos usuais
de qualidade não funcionam para uma estratégia de negócios
baseada em trazer a inovação ao mercado, pois presume que
alguém já implementou o processo central ou processos
necessários. Se o inovador espera que ninguém tenha sequer
pensado sobre um processo funcional, nem passa pela sua
cabeça que ele já tenha sido aperfeiçoado. Se há processos
concorrentes, eles serão altamente protegidos e escondidos.
Deixar alguém ver seu processo seria como se render aos
inimigos.
Precisamos desenvolver novos métodos que possibilitem que
os objetivos da qualidade sejam alcançados em um tempo
mínimo. Devemos ser capazes de programar estes novos métodos
paralelamente às atividades de desenvolvimento e
implementação e realizar uma compensação na primeira vez
que um novo processo for acompanhado, antes de ser medido
empiricamente. O custo da implementação destes métodos é
de importância secundária, pois eles serão usados em um
cenário de inovação ao mercado ou tempo para a qualidade.
Além disso, embora eles devam produzir um aumento discreto
na qualidade, o grau de melhoria não pode ser espetacular. A
qualidade aceitável é definida pelas expectativas dos
clientes, que são usadas em seu nível mínimo quando um novo
produto ou processo é introduzido. Os requisitos da qualidade
crescerão a partir daí; mas para o novo empreendimento,
quaisquer melhorias que produzam qualidade sem consumir tempo
serão provavelmente benéficas. As melhorias e os métodos da
qualidade podem ser pensados como sendo efetivos no tempo ou
não.
Estes novos métodos da qualidade provavelmente serão
encontrados em áreas muito diferentes do que os métodos
tradicionais. Por exemplo, alguém pode criar, ao mesmo tempo,
duas equipes de desenvolvimento. Estas equipes iriam competir
para ver quem fica à frente no cronograma estabelecido. Em
certos pontos de verificação determinados pela gerência,
eles compartilhariam a experiência e os resultados,
atualizando a equipe que ficou para trás para a nova fase de
desenvolvimento. Isto certamente aumentaria os custos de
desenvolvimento, talvez até os duplicaria, mas certamente
também aumentaria a qualidade e diminuiria o tempo para o
mercado.
Ao tentar conceitualizar uma imagem de uma metodologia
baseada no tempo para a qualidade que seja similar à Figura
1, a primeira coisa que precisamos fazer é quebrar o ciclo.
Se o processo que estamos tentando melhorar não será
repetido, o método que irá melhorá-lo não pode ser
cíclico. Para distingui-lo do TQM, vamos chamá-lo de
"desdobramento rápido da qualidade" (ver Figura 3).
Suas principais etapas são:
• Definir e documentar o processo de implementação.
• Analisar o processo e procurar por melhorias potenciais.
• Avaliar o cronograma requerido pelo processo e as
melhorias potenciais usando os três componentes do tempo para
a qualidade.
• Selecionar as melhorias efetivas no tempo – aquelas que
agregam qualidade e reduzem o cronograma.
• Revisar a definição do processo para incluir tais
melhorias.
• Implementar o processo.
• Rastrear o tempo para a qualidade.
Aplicação
Quais serão os clientes do desdobramento rápido da
qualidade e do tempo para qualidade? Para os novos
empreendimentos de negócios, que apostam sua existência em
serem os primeiros a chegar ao mercado, eles serão vitais.
Sua utilização se tornará mandatória.
De forma similar, as agências governamentais com
freqüência enfrentam situações nas quais têm de entregar
serviços de alta qualidade em circunstâncias únicas ou
incomuns. Para estas operações, o processo a ser seguido é
freqüentemente inventado na hora e deve dar certo logo da
primeira vez. A velocidade é algo crítico e os custos são
secundários. Uma vez que os métodos do desdobramento rápido
da qualidade sejam desenvolvidos baseados na minimização de
uma métrica de tempo para a qualidade, as agências
governamentais provavelmente tornarão seu uso obrigatório.
Outra possível beneficiária é a pesquisa acadêmica.
Aqui, primeiro para o mercado significa o primeiro a publicar.
As expectativas de qualidade são altas e devem ser atendidas,
mas o pesquisador que for o primeiro a publicar consegue as
honras e o subseqüente financiamento. O pesquisador que fizer
o mesmo trabalho e chegar aos mesmos resultados, mas publicar
depois, é esquecido. A utilização dos métodos de tempo
para a qualidade irão se tornar leituras obrigatórias para
alunos de graduação.
A utilidade e os benefícios dos métodos baseados no tempo
para a qualidade irão variar dependendo do tipo da
operação. Algumas vezes, esses métodos serão vitais e
mandatários. Em alguns casos, os custos serão uma grande
restrição. Os métodos de tempo para a qualidade terão que
ser adaptados e usados em conjunto com os tradicionais
métodos de TQM. E, é claro, o TQM e o COQ permanecerão
sendo a metodologia correta para operações movidas pelo
custo que utilizem processos repetidos. Uma metodologia
baseada no tempo para a qualidade não substitui o TQM; ela o
suplementa.
O que vem a seguir?
É certo que os métodos de tempo para a qualidade são
necessários e precisam ser desenvolvidos. O que ainda é
incerto é o papel que a profissão da qualidade escolherá
para definir, implementar e avaliar estes novos métodos.
Espera-se que outros profissionais da qualidade expandam estas
idéias, discutam-nas e criem uma solução para uma
necessidade crescente.
Pare um momento para examinar sua área de
responsabilidade. Certas partes de sua operação seriam mais
bem atendidas por técnicas de qualidade movidas pelo tempo ao
invés das técnicas movidas pelos custos que você está
usando atualmente? Talvez você deva fazer um brainstorming e
experimentar as melhores idéias que conseguir. Então
compartilhe suas idéias e experiências com seus colegas. Um
esforço caseiro para construir uma metodologia eficaz baseada
na experiência prática pode funcionar melhor do que esperar
que um perito desenvolva uma teoria detalhada.
Parte da missão da profissão de qualidade é resolver
problemas que tenham impacto na entrega de qualidade aos
clientes. Seremos os primeiros a chegar no mercado com um
desdobramento rápido da qualidade ou algum outro grupo o
fará? Certamente, teremos falhado em nossa missão e com os
nossos clientes se escolhermos ignorar operações movidas
pelo tempo só porque nosso BOK atual é baseado nas
prioridades e imperativos de custo de 50 anos atrás. Se não
dermos valor ao tempo agora, ele pode nos faltar no futuro.
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Referências
1. Hongyi Sun, "Comparing Quality Management Practices
in the Manufacturing and Service Industries: Learning
Opportunities", Quality Management Journal, Vol. 8, N.º
2, pp. 53-71.
2. Catherine E. Brawner, Timothy J. Anderson, Carl F.
Zorowski e Robert C. Serow, "Quality Approach Supports
Engineering Education Reform," Quality Progress, July
2001, pp. 75-81.
3. John Mendonca e Robert Lineberger, "Methodology as
Road Kill: the Decade-Long Assault on Quality Assurance",
Software Quality, Spring 2001, pp. 1-4.
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© 2002 American Society for Quality
Reprinted with Permission
Fonte: Quality Progress, julho de 2002, p. 75-79.
Traduzido por Cintia Barcellos Lacerda, da Setec Consultoria
de Interface.
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Jay H. Wilbur é diretor de engenharia de sistemas e
validação e foi diretor de serviços de Gestão da Qualidade
no Departamento de Serviços Humanos do Texas. É mestre em
astronomia pela Universidade de Maryland, gerente da qualidade
e engenheiro de software da qualidade certificado ASQ
(Sociedade Americana de Qualidade) e é consultor regional da
Divisão de Software da ASQ.
1.Ao adquirir um imóvel para moradia, procure um lugar que
reduza a necessidade de usar sempre o carro. Organize sua vida
para usar menos o carro. Escolha um carro econômico e menos
poluente e evite utilizá-lo para trajetos curtos: o motor
frio produz mais poluição. Opte por transporte público ou
procure pessoas do seu convívio que façam o mesmo trajeto
que você: peça carona ou ainda ande a pé sempre que puder;
2. Quando for utilizar detergentes na lavagem de roupas ou
louças, use a quantidade recomendada na embalagem, ou até
menos. Nunca utilize superdosagens do produto. Se possível,
opte pela compra do refil, para diminuir as embalagens que
terá de jogar no lixo. Ainda, lave as roupas em temperatura
fria, pois a água quente, além de consumir mais energia,
não melhora o poder de limpeza dos detergentes;
3.Dê preferência aos produtos que apresentem rotulagem
ambiental, atentando para as informações ambientais vindas
no rótulo, que deverão ser corretas, pertinentes e
completas; dirija suas escolhas aos produtos que causem pouco
impacto ao meio ambiente;
4.Compre produtos reciclados, biodegradáveis e que
utilizem poucas embalagens ou que tenham embalagens
recicláveis e reutilizáveis; influencie, desta forma, o
comportamento dos produtores para que utilizem processos e
produtos que modifiquem menos o ambiente;
5.Dê preferência a produtos que gastem menos água
(torneiras, válvulas de descarga) e energia (produtos
eficientes). Fique atento às substituições que podem ser
feitas: não utilize a máquina de lavar roupa ou louça com
pequenas quantidades de peças; use a vassoura e não a água
para varrer a sujeira, etc.
ÁGUA
1. Conserte os vazamentos. É fácil descobri-los dentro de
casa. Primeiro feche os registros, abra uma torneira e deixe
escorrer toda a água que ficou no encanamento e depois
coloque um copo com água na boca da torneira, caso haja
sucção é porque há vazamento. Se achar melhor, ou no caso
dos condomínios, solicite inspeções periódicas das
instalações hidráulicas para verificar a existência de
vazamentos. Os vazamentos podem ser evidentes, como uma
torneira pingando, ou escondidos, no caso de canos furados ou
de vaso sanitário. Para este último, cheque o vazamento
jogando cinzas no fundo da privada e observe por alguns
minutos. Se houver movimentação da cinza ou se ela sumir,
há vazamento. Outra forma de detectar os vazamentos é
através do hidrômetro (ou relógio de água) da casa: feche
todas as torneiras e desligue os aparelhos que usam água na
casa (só não feche os registros na parede, que alimentam as
saídas de água). Anote o número indicado no hidrômetro e
confira depois de algumas horas para ver se houve alteração
ou observe o círculo existente no meio do medidor (meia-lua,
gravatinha, circunferência dentada) para ver se continua
girando. Caso haja alteração nos números ou movimento do
medidor, há vazamento. Caso seja viável, instale redutores
de vazão em torneiras e chuveiro;
2.Quando construir ou reformar, dê preferência às caixas
de descarga no lugar das válvulas; ou utlize aquelas de
volume reduzido.
3.Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou
"telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação
de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário;
4. Lave as louças em uma bacia com água e sabão e abra a
torneira só para enxugar; ao lavar a louça, use uma bacia ou
a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de
molho por alguns minutos antes da lavagem, pois isto ajuda a
soltar a sujeira. Depois, use água corrente somente para
enxaguar;
5.Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las
de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre),
passando-as depois por um pouco de água corrente para
terminar de limpá-las;
6. Lave de uma vez toda a roupa acumulada; deixar as roupas
de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda aqui; ao
esfregar a roupa com sabão use um balde com água, que pode
ser a mesma do molho, e mantenha a torneira do tanque fechada.
Emxague também utilizando o balde.
7.Se tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga
máxima e tome cuidado com o excesso de sabão, para evitar um
número maior de enxágües; caso opte por comprar uma
lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos
água que as de abertura superior;
8. Regar jardins e plantas durante 10 minutos significa um
gasto de 186 litros. Você poderia economizar 96 litros se
tomasse certos cuidados: Regue o jardim durante o verão pela
manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação; no
inverno, regue o jardim em dias alternados e prefira o
período da manhã; use uma mangueira com esguicho tipo
revólver;
9.Cultive plantas que necessitam de pouca água
(bromélias, cactos, pinheiros, violetas) Não regue as
plantas em excesso, e em horas quentes, com muito vento, pois
muita água será evaporada ou levada antes de atingir as
raízes; Molhe a base das plantas, não as folhas; Utilize
cobertura morta (folhas, palha) sobre a terra de canteiros e
jardins. Ela diminui a perda de água;
10.Aproveite sempre que possível a água de chuva. Você
pode armazená-la em recipientes colocados na saída das
calhas ou na beirada do telhado e depois usá-la para regar as
plantas. Só não se esqueça de deixá-los tampados depois
para que não se tornem focos de mosquito da dengue!
11.Não lave o carro, apenas use um balde com pano para
retirar a sujeira do veículo; para lavar o carro, use balde
em vez de mangueira;
12.Evite lavar a calçada. Limpe-a com uma vassoura, ou
lave-a com a água já usada na lavagem das roupas; use o
resto da água com sabão para lavar o seu quintal; ao limpar
a calçada, use a vassoura, e não água para varrer a
sujeira. Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão,
somente para "baixar a poeira". Para isto você pode
usar aquela água que sobrou do tanque;
13.Ao ensaboar-se, feche as torneiras. Não deixe a
torneira aberta enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes ou
faz a barba; ao tomar banho, feche o registro enquanto se
ensaboa e só abra o chuveiro na hora do enxágüe. Evite
banhos demorados;
14.Conserte as torneiras quebradas, pois pingando ela
desperdiça 46 litros de água em um dia. Com abertura de 1
mililitro, o fiozinho de água escorrendo será responsável
pela perda de 2068 litros de água em 24 horas;
15.Não deixe a descarga do banheiro disparar (no caso de
acionados por válvulas);
Energia Elétrica
1.Economize eletricidade, principalmente nos horários de
maior consumo - entre 17 e 21 horas. É a hora em que as
pessoas tomam banho e vêem Tv. Evite outras atividades como
lavar e passar roupas neste período;
2.Na compra de produtos e utensílios eletro-eletrônicos,
leve em conta a eficiência energética certificada pelo selo
Procel;
3.Nos dias mais quentes, tome banho sem ligar o chuveiro ou
com este na posição verão. Não demore no banho, limite seu
tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável, pois
assim você estará economizando além de energia elétrica
água. O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais
consome energia, o ideal é evitar seu uso em horários de
maior consumo (de pico): entre 18h e 19h30min e, no horário
de verão, entre 19h e 20h30min; quando o tempo não estiver
frio, deixe a chave de temperatura do chuveiro na posição
menos quente (morno); tente limitar seus banhos em
aproximadamente 5 minutos e, se possível, feche a torneira
enquanto se ensaboa;
4.Jamais escove os dentes ou faça a barba com a torneira
aberta;
5.Se usar a máquina de lavar louça, só ligue-a quando
estiver com toda sua capacidade preenchida;
6.Não use o ferro elétrico várias vezes ao dia,
acostumando-se a acumular a maior quantidade possível de
roupa para passá-la toda de uma vez. Se você tiver ferro
automático, use as temperaturas indicadas para cada tipo de
tecido. Ao interromper o serviço, não esqueça o ferro
ligado, pois além de poupar energia, evita acidentes. Evite
utilizar o ferro elétrico quando vários aparelhos estiverem
ligados na casa, para evitar que a rede elétrica fique
sobrecarregada. Habitue-se a juntar a maior quantidade
possível de roupas para passá-las de uma só vez; Se o ferro
for automático, regule sua temperatura. Passe primeiro as
roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final,
depois de desligá-lo, você ainda pode aproveitar o calor
para passar algumas roupas leves;
7.Sua geladeira deve ter capacidade correspondente a sua
necessidade, pois quanto maior o seu volume, mais consome
energia. Instale a geladeira em lugares ventilados, longe de
qualquer fonte de calor. A geladeira não deve ficar encostada
nas paredes ou móveis. No inverno, regule para a posição de
frio não muito intenso. Não impeça a circulação interna
de ar frio. Não abra a porta da geladeira a todo o momento.
Evite pôr alimentos ainda quentes, pois isso exigirá maior
esforço do motor. Não coloque na geladeira recipientes
contendo líquidos sem tampa, pois o motor também age para
retirar umidade interna e, desta forma, será mais exigido.
Verifique se a borracha de vedação está em bom estado. Se
não, providencie sua substituição, pois a perda de frio
interno da geladeira aumenta o consumo de eletricidade. Não
utilize a parte traseira da geladeira para secar roupas. Não
abra a porta da geladeira/freezer sem necessidade ou por tempo
prolongado; Deixe espaço entre os alimentos e guarde-os na
geladeira/freezer de forma que você possa encontrá-los
rápida e facilmente; Não guarde alimentos ou líquidos
quentes na geladeira/freezer; Não forre as prateleiras da
geladeira/freezer com vidros ou plásticos, porque isso
dificulta a circulação interna de ar; Faça o
descongelamento do freezer periodicamente, conforme as
instruções do manual, para evitar que se forme camada com
mais de meio centímetro de espessura; No inverno, a
temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão
baixa como no verão: regule o termostato; Conserve limpas as
serpentinas (a grade) que se encontram na parte de trás do
aparelho, e não as utilize para secar panos, roupas, etc.
Quando você se ausentar de casa por tempo prolongado, o ideal
é esvaziar o aparelho e desligá-lo;
8.Utilize ao máximo a iluminação natural, aproveitando
as janelas do local. Acostume-se a apagar as lâmpadas dos
ambientes desocupados; lembre-se que a iluminação das
lâmpadas deve ser adequada ao tipo de ambiente; prefira as
lâmpadas fluorescentes às incandescentes, pois além de
economizar energia duram mais. As lâmpadas incandescentes só
são recomendadas em locais onde costumam ser ligadas e
desligadas constantemente; na hora de comprar, dê
preferência a lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares
para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro
lugar da casa que fique com as luzes acesas por mais de quatro
horas por dia. Além de consumir menos energia, essas
lâmpadas duram mais que as normais; Evite acender lâmpadas
durante o dia. Aproveite melhor a luz do sol, abrindo bem as
janelas (a não ser que sejam de vidro transparente), cortinas
e persianas. Apague as lâmpadas quando um quarto ou salas
estiverem desocupados; Para quem vai pintar a casa, é bom
lembrar que tetos e paredes de cores claras refletem melhor a
luz, reduzindo a necessidade de luz artificial;
9.Não deixe o televisor ligado sem necessidade. Evite
dormir com o aparelho ligado. Se você tem esse costume,
prefira televisores com temporizador - dispositivo que serve
para desligar automaticamente o aparelho. Quando ninguém
estiver assistindo, desligue o aparelho de televisão; Não
durma com a televisão ligada. Mas se você se acostumou com
isso, uma opção é recorrer ao timer (temporizador) para que
o aparelho desligue sozinho;
10.Instale o condicionador de ar longe dos raios solares e
em locais de boa circulação de ar.Mantenha as portas e
janelas do local resfriado bem fechadas, para evitar a entrada
de ar do ambiente externo. Evite aumentar e diminuir a
temperatura com muita freqüência. Limpe os filtros do
aparelho frequentemente, pois os filtros sujos podem
dificultar a circulação livre do ar e forçam o aparelho a
trabalhar mais. Habitue-se a desligá-lo sempre que estiver
ausente do ambiente por tempo prolongado. Na hora da compra,
escolha um modelo de ar condicionado adequado ao tamanho do
ambiente em que será utilizado; prefira os aparelhos com
controle automático de temperatura e dê preferência às
marcas de maior eficiência segundo o selo Procel; Ao instalar
o aparelho de ar condicionado, procure proteger sua parte
externa da incidência do sol (mas sem bloquear as grades de
ventilação); Quando o aparelho de ar condicionado estiver
funcionando, mantenha janelas e portas fechadas; Desligue o
aparelho de ar condicionado quando o ambiente estiver
desocupado; Evite o frio excessivo, regulando o termostato do
aparelho de ar condicionado; Mantenha limpos os filtros do
aparelho de ar condicionado, para não prejudicar a
circulação do ar;
11.Escolha um modelo de aquecedor com capacidade adequada
às suas necessidades e leve em conta a possibilidade de uso
da energia solar; Dê preferência a aparelhos de aquecimento
com bom isolamento do tanque e com dispositivo de controle de
temperatura; Coloque o aquecedor o mais próximo possível dos
pontos de consumo; Isole com cuidado as canalizações de
água quente do aquecedor; Nunca ligue o aquecedor à rede
elétrica sem ter certeza de que ele está cheio de água;
Ajuste o termostato do aquecedor de acordo com a temperatura
ambiente (para não esquentar demais); Ligue o aquecedor
apenas durante o tempo necessário; se possível, coloque um
timer (temporizador) para que essa função se torne
automática;
12.Procure lavar roupas de uma só vez, com a quantidade
máxima indicada pelo fabricante. Limpe o filtro da máquina
com freqüência. Utilize a dosagem correta de sabão
especificado pelo fabricante, para que você não tenha que
repetir a operação "enxaguar".
Alimentos
1. Procure consumir alimentos livres de agrotóxicos;
2. Aproveite integralmente os alimentos. Muitas vezes, os
talos, folhas , sementes e cascas têm grande valor nutritivo
e possibilitam uma boa variação no seu cardápio;
3. Atenção ao prazo de validade dos produtos. Verifique a
data da fabricação;
4.Reclame junto ao estabelecimento comercial quando
encontrar alimentos alterados, deteriorados, fraudados ou com
sujidade;
5.Alguns critérios devem ser observados quanto ao
armazenamento dos alimentos: temperaturas adequadas,
equipamentos e utensílios utilizados devem estar limpos,
empilhamentos dos produtos nos supermercados devem ser
mantidos afastados das paredes e acima do piso do chão (cerca
de 40 cm).
Lixo
1.Não use sacos plásticos; não compre produtos que
utilizem excesso de embalagem; prefira produtos que não
utilizem material descartável; reutilize seus produtos;
2. Não jogue lixo nenhum na rua - cerca de 40% do lixo
recolhido no Rio de Janeiro é proveniente da coleta em ruas,
avenidas, praças, margens de rios. Esta coleta é mais cara
e, além de poluir visualmente os lugares, traz sérios
problemas às cidades nas épocas de chuva, entupindo bueiros
e estrangulando corredores de água;
3.Doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que
para você podem não ter mais serventia, mas que podem acabar
ajudando outras pessoas;
4.Utilize os dois lados das folhas de papel para escrever
ou imprimir e, se for possível, reduza os espaçamentos, os
tamanhos de letras e margens, aproveitando melhor a área do
papel. Para cada tonelada de papel que se recicla, 40 árvores
deixam de ser derrubadas;
5.Leve sacola própria para fazer suas compras, evitando
pegar as sacolas plásticas fornecidas nos supermercados. Se
trouxer as sacolas, reutilize-as como sacos de lixo. Caso
sejam compras grandes, utilize caixas plásticas para o
transporte ou reutilize as de papelão do próprio local;
6.Procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de
anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro,
plástico ou vidro;
7.Escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que
tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de
sorvete, vidros de maionese, etc;
8.Não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos
de tinta ou produtos químicos no lixo - as empresas que
produzem são obrigadas por Lei a recolher muitos destes
produtos;
9.Leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto
de saúde próximo. Eles saberão dar-lhes o destino adequado;
10.Separe o lixo e encaminhe os produtos para reciclagem -
tente organizar em seu edifício, rua, vila, condomínio um
sistema de coleta seletiva. Cada morador separa em sua
residência;
11.Materiais como vidro, plástico, latas de alumínio,
papel, papelão e material orgânico, colocando-os em locais
destinados a cada um. Informe-se nas companhias municipais de
limpeza sobre cooperativas de catadores próximas, que
poderão fazer a coleta. Algumas empresas recicladoras podem,
dependendo da quantidade, recolher diretamente o material
separado;
12.Procure se informar sobre as iniciativas de sua
Prefeitura/Comunidade com relação ao lixo reciclável- todos
somos responsáveis pelo destino de lixo que geramos. Cobrar
iniciativas e novos projetos de nossos vereadores e prefeitos
também faz parte do nosso papel, assim como estarmos
informados das iniciativas existentes, por mais tímidas que
elas possam ser. Em algumas cidades ou bairros, um caminhão
de lixo passa em dia e horário marcados para recolher
material reciclável. Algumas igrejas e associações
comunitárias recebem material reciclável para vender e, com
isso, arrecadam algum dinheiro para obras sociais. Já existem
empresas que compram este material e, dependendo da
quantidade, retiram-no periodicamente;
CUIDADOS COM A COLETA SELETIVA DOMICILIAR
Papel, papelão, jornais, revistas, cadernos, folhas
soltas, caixas e embalagens em geral devem estar limpos e
secos. Caixas devem estar desmontadas. Não coloque papel
higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono,
metais (ferrosos e não ferrosos), latas em geral, alumínio,
cobre pequenas, sucatas devem estar limpos.
Vidros, copos, garrafas, potes ou frascos devem estar
limpos. Podem ser inteiros ou quebrados. Não coloque vidros
planos, cerâmicas ou lâmpadas.
Plásticos (todos os tipos), garrafas, sacos e embalagens,
brinquedos, utensílios domésticos devem estar limpos e sem
tampa
Fonte: Comlurb/Rio de Janeiro
13.NÃO JOGUE LIXO NENHUM NAS RUAS, PARQUES, PRAIAS OU
QUALQUER LUGAR PÚBLICO. Além de demonstrar o desrespeito ao
meio ambiente, a coleta é mais cara, polui visualmente as
ruas, entope bueiros e causa danos aos corredores de água.
Deixe sempre dentro do carro um saquinho para colocar o lixo;
14.Lâmpadas fluorescentes, baterias de celular, baterias
de carro, restos de tintas ou produtos químicos,
medicamentos, produtos tóxicos e perigosos, que podem trazer
riscos à saúde e segurança, devem ter destino certo.
Verifique no rótulo como proceder ou contate o fabricante
para saber o destino mais adequado;
15.Reutilize os sacos plásticos de supermercado para
carregar coisas ou colocar o lixo. Evite produtos
descartáveis como copos plásticos e guardanapos de papel;
16.Reduza a quantidade de lixo diário, evitando adquirir
produtos com muitas embalagens ou invólucros grandes e
comprando produtos de limpeza concentrados, cujos vasilhames
ocupam menos espaço em seu lixo;
17.Colabore em seu cotidiano reduzindo o consumo e o
desperdício, reutilizando objetos e materiais, e reciclando o
lixo;
18.Para tal, habitue-se a fazer uma triagem em seu lixo,
separando o que pode e o que não pode ser reaproveitado,
providenciando sacolas ou caixas para armazenar cada tipo de
material reciclável: plástico, vidro, papel, alumínio e
metal;
Produtos Recicláveis
Alumínio: latas de bebidas e embalagens em geral.
Metal: latas de alimentos.
Papel: caixas, cartazes, folhas de caderno, embalagens longa
vida, jornais, revistas e papel de fax.
Plástico: garrafas de refrigerantes, frascos de amaciantes,
baldes, copos descartáveis, potes para iogurte, embalagens de
massa e biscoito,copos de água mineral.
Vidro: garrafas de bebidas, frascos de comésticos, potes de
conservas.
19. Tudo que será reciclado deve ser limpo antes de ir ao
lixo, retirando-se anéis e rótulos e eliminando resíduos de
produtos das embalagens;
20.Se não souber que destino dar ao seu lixo, doe-os aos
catadores autônomos, cooperativas e organizações não
governamentais que incentivam a reciclagem, podendo, se
quiser, vendê-lo a empresas que compram material recicável;
Fonte: IDEC